quinta-feira, 14 de abril de 2011

Rascunho de 01/06/2010

é fácil esquecer-se. perder-se, ignorar-se. manter-se no fundo de si mesmo. guardar-se das preocupações cotidianas.
porque, isso você já sabe, há sempre com o que se preocupar. contas a pagar. livros a ler, trabalho a fazer, linhas a tecer.
amortecer-se a cada dia, desanuviar a cabeça, manter os membros trabalhando. manter o cérebro desimpedido. manter a cabeça cada vez mais estressada, aos poucos, para que a grande bomba saia um dia, caindo imprevesivelmente em outra cabeça.

Rascunho de 8/8/2010

Estou cansada de tudo isso. De fingir, eu acho. Não é nem fingir na verdade, é esconder mesmo. Escolher não demonstrar minha opinião. Talvez seja por isso que você a desconsidere.

*Sinceramente não me lembro de quem estava com raiva além de mim mesma.

Rascunho de 13/12/2010

Não aguento mais propagandas pra me forçar a comprar presentes de natal para os meus queridos. O calor também, já está sufocante.

*Agora as propagandas são de páscoa. E tem ovo de 400 míseras gramas custando 29,90.
E o calor continua sufocante.

Postando meus rascunhos (18/01/2011)

Minutos antes, eu estava assistindo ao filme Pulp Fiction. Não que ele tenha especialmente me tocado de alguma forma - embora seja bem bom -, mas, quando dois gangsters estão discutindo sobre um homem morto no porta malas, um deles pergunta: Quem era ele? E o outro, prontamente responde: Ninguém de quem sentirão falta.

Ignorando que é um filme, e o ponto de vista que tenho é o ponto de vista que filma e me conta a história dos personagens principais, os gangsters, eu tive aquele pensamento que me sobrevêm principalmente a noite, quando estou sozinha e sem sono, e que em muita das vezes gera pânico: nós vamos morrer. Todos nós. Em algum momento, você não conseguirá mais inalar o ar. E acabou.

OK.

Não que isso será uma preocupação pós-morte, mas quem sentirá sua falta? O que estamos deixando? Porque eu deveria acreditar que não sou mais uma das muitas garotas que tem um blog, e escrevem nele às 2:40 da manhã para desabafar? O que me torna única, para que sintam falta de mim? (O que te torna único, para que sintam falta de você?)
Acho incrível que a atual função do meu blog é a seguinte: Quanto mais tempo eu fico sem publicar nada, mais o número de rascunhos cresce. Incrível.